PROJETO 01:
IMPORTAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE FÁBRICA DE PAINÉIS AGLOMERADOS E DESENVOLVIMENDO DE DOIS NOVOS PRODUTOS PARA O MERCADO DE PLACAS E PAINÉIS.
CLIENTE:
LINHA ATUAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS (PARANÁ FOREST)
TEMPO DE PROJETO:
1 ano e 6 meses
DEMANDA INICIAL:
Agregar valor ao resíduo da serraria produzido na Unidade de São João do Itaperiú – SC.
PALAVRAS CHAVE
#MDP #Painéis Aglomerados #Biomassa #valoração de madeira #MDF #particle boards #Painéis de madeira #cavacos #pellets #painéis de madeira #OLB #one layer board #placas de madeira #compensados.
CONTEXTO
A Linha Atual Produz serra madeira para produção de artefatos para cercas e pallets para exportação.
A serraria gera uma grande quantidade de resíduos (pó de serra, cavacos de madeira e cascas de toras) formando grandes aglomerados dentro do pátio da fábrica.
Estes resíduos eram vendidos a preços baixos ou entregues para simples destinação.
O cliente buscou a Engiin para então avaliar a possibilidade de processar estes resíduos transformando-os em produtos de maior valor agregado utilizando uma solução que otimizasse rentabilidade e sustentabilidade.
Para isso conseguiu-se utilizar o cavaco e o pó de serra como matéria prima e as cascas e resíduos da nova planta como combustível, reduzindo a zero os resíduos de produção de toda a unidade industrial.
RESULTADOS:
- Redução da quantidade de resíduos industriais a zero.
- Produção de 100 m3 de painéis por dia.
- Produtos vendidos para mercado interno e externo.
- Incremento de valor de 600% na matéria prima.
- Criação de 30 vagas de emprego diretos. (3 turnos)
- Desenvolvimento de dois novos produtos para o mercado de móveis, embalagens de madeira, construção civil e arquitetura.
FASES DO PROJETO
Fase – 1
- Análise da situação atual e do mercado de produtos feitos com biomassa.
- Discussão e avaliação das alternativas a serem postas.
- Análise de viabilidade técnica e econômica das possibilidades de processo.
Neste caso a avaliou-se a possibilidade de se fazer: pellets para queima, briquetes, tacos de pallets, Painéis de MDP (médium density particle board).
Fase – 2
- Definição da rota de processo.
- Busca por fornecedores de equipamentos. (mundialmente)
- Planejamento e criação da equipe de trabalho.
- Start up do projeto.
A Engiin fez uma busca sobre tecnologias de produção de painéis no mundo e seus custos, encontrando uma fábrica de MDP usada na Polônia em boas condições de operação e com possibilidade de compra integral de equipamentos.
Foram avaliados, todos os prós e contras, custos de desmontagem, equipamentos, riscos de importação, retrofit de automação necessários, riscos, espaço físico e apresentados ao cliente.
Buscou-se fornecedores internacionais e nacionais de suprimentos e serviços que opinaram positivamente ao projeto.
Cliente deu o sinal verde.
Foi realizada a negociação com o vendedor na Europa e planejamento da desmontagem dos equipamentos em Nowogard – Polônia e embarque em Hamburgo – Alemanha.
Definiram-se os profissionais que participariam de todas as fases seguintes e uma equipe partiu para a Polônia para desmontagem.

Fase – 3
- Elaboração do esquema de desmontagem junto à empresa local.
- Supervisão de desmontagem.
- Definição do novo layout a ser montado no Brasil.
- Transmissão de dados para a equipe de Civil no Brasil.
- Classificação de equipamentos durante desmontagem.
- Numeração de peças.
- Supervisão do carregamento dos containers.
- Acompanhamento da chegada no porto no Brasil
- Resolução de problemas durante o desembaraço.
- Desembarque dos containers no site de implantação.




Fase – 4
Supervisão de toda a montagem, implantação e partida da unidade no Brasil em São João do Itaperiú – SC
- Supervisão da construção civil.
- Retirada e posicionamento das peças para montagem.
- Início das frentes de montagem
- Definição e negociação dos fornecedores de insumos.
- Projeto dos novos sistemas de tancagem e dosagem de químicos.
- Projeto da nova unidade de circulação de água fria.
- Projeto e construção da nova fornalha para aquecimento simultâneo do sistema de secagem e óleo térmico.


- Revisão mecânica de equipamentos de moagem
- Projeto do retrofit da automação e elétrica.
- Mudança de todos os sistema elétrico de 50hz para 60hz
- Implantação dos sistemas mecânicos.


- Implantação dos sistemas elétricos.
- Projeto e construção do laboratório de operação.
- Contratação e treinamento da equipe de operação

- Start up da planta.



Fase – 5
Otimização e inovação
Com a planta operando pôde-se otimizar o processo e desenvolvidos dois produtos novos
Com a cooperação do cliente e da ENGIIN, adaptou-se os equipamentos para desenvolvimento de chapas de dois tipos.
- HDP (High Density Particleboard).
Composto por chapas de material particulado compactadas para alta densidade (acima de 700 kg/m³), utilizadas como alternativa ao HDF (High Density Fiberboard) com grande vantagem financeira, pois o custo de produção é até 30% mais barato, podendo compor paredes de divisórias, interno de pisos, sistemas de isolamento térmico e acústicos, aplicação em divisórias e fundos de armários e gavetas. Utilizando resinas hidrofílicas ou hidrofóbicas para embalagens, pallets, caixas resistentes a água.

2. OLB (One Layer Board)
O OLB é uma chapa composta por lascas finas e alta densidade, com resistência superior destinada a produção de embalagens, pallets, e até paredes finas combinadas em tabiques ou fechamentos.
O OLB pode ser feito com pinus e com eucalipto e pode ser facilmente produzido apenas mudando a configuração da máquina importada.
